28 de julho de 2017

Arte - Cinema - "Farol" - Po Chou Chi


Po Chou Chi é um diretor de animação e um artista.

Ele é formado Bacharel em Belas Artes pela Universidade Nacional de Quink Dan-Ju e Mestre em Arte Aplicada da Universidade Nacional de Chiao Tung, em Taiwan.

Po Chou Chi é também um premiado cineasta independente. Seu primeiro filme de animação em 3D, “A Gaveta da Memória” (2006), ganhou muitas homenagens e foi visto em vários países, tais como Alemanha, Japão, China, EUA, Coréia e França.

Em 2010, seu segundo filme de animação, “O Farol”, que foi feito na Universidade da Califórnia, ganhou 27 prêmios internacionais e foi apreciado em mais de 50 festivais internacionais de cinema pelo mundo.

Você confere agora o porque esta animação foi tão premiada.



maria tereza cichelli

Arte - Pintor - Político - Renato Guttuso


Renato Guttuso, nascido Aldo Renato Guttuso ( Bagheria , 26 de de Dezembro de 1911 - Roma , 18 de Janeiro de de 1987 ) foi um pintor e político italiano incorretamente referido como expoente do realismo socialista , o protagonista do neo-realista pintura italiana que falou na frente dos artistas novas Artes.

Filho de Joachim, agrimensor e aquarelista amador, e Giuseppina D'Amico - que preferiu registrar o nascimento em Palermo em 2 de janeiro, 1912 devido a divergências com a administração local de Bagheria, devido às idéias liberais cônjuge - o pequeno manifestados Renato precocemente a sua predisposição para a pintura.

Influenciado do hobby de seu pai e por frequentar o estúdio do pintor Domenico Quattrociocchi , bem como vagões oficina do pintor Emilio Murdolo , o jovem Renato começou apenas treze anos de idade para assinar e datar suas pinturas. Estes eram em sua maioria cópias (Sicília paisagistas do século XIX, mas também franceses como Millet e artistas contemporâneos, tais como Carrà ), mas havia retratos originais. Durante a adolescência, ele também começou a frequentar o ateliê do pintor futurista Pippo Rizzo e os círculos artísticos de Palermo. Em 1928 , apenas dezessete anos participou de sua primeira exposição coletiva em Palermo.

Sua arte, ligada à  expressionismo , também foi caracterizado por forte compromisso social, que o levou à política de experiência como um senador do Partido Comunista Italiano por dois mandatos, durante o secretário de Enrico Berlinguer.



maria tereza cichelli

27 de julho de 2017

Cultura - Gratidão - Definição


A gratidão é o sentimento que sente uma pessoa ao estimar um favor ou benefício que tenha sido feito/concedido por alguém. Ao sentir gratidão, o sujeito deseja corresponder/retribuir esse favor de alguma forma.

O sentimento de gratidão está relacionado com o agradecimento, que é a ação de agradecer. Este verbo significa precisamente sentir-se grato (sentir gratidão). Posto isto, o indivíduo que sente gratidão quer agradecer o favor que recebeu. Este agradecimento pode ser expressado de diversas formas, desde uma simples manifestação verbal (“Muito obrigado pela ajuda prestada”) ou um bilhete/cartão (“Serve a presente para te agradecer pelo empréstimo que tiveste a gentileza de me conceder”), até uma prenda material (“Faço questão de lhe oferecer este livro como forma de agradecimento por tudo aquilo que tem feito pelo meu pai”).

A gratidão ou o agradecimento é um sentimento geralmente sentido pelas pessoas que acreditam em Deus. O ato de rezar ou orar consiste, de alguma forma, em fazer um pedido ou suplicar por algo. No entanto, muitas das vezes, é uma maneira de manifestar a sua gratidão. Há quem agradeça a Deus por gozar de uma boa saúde, pela sorte de ter um emprego ou por ter conseguido ultrapassar um problema qualquer, por exemplo.

Na América do Norte, é celebrado o Dia de Ação de Graças (Thanksgiving Day), que é uma festividade consagrada a expressar a gratidão a Deus. A origem desta celebração remonta aos tempos dos primeiros colonos protestantes ingleses que chegaram à América do Norte, os quais decidiram agradecer a ajuda oferecida pelos habitantes  durante os primeiros invernos no continente, acabando por estender esse mesmo agradecimento a Deus.

A gratidão pode portanto ser manifestada através de palavras, objetos ou rituais. Trata-se de um sentimento de reconhecimento para com o próximo ou o Todo Divino.



maria tereza cichelli

Literatura - Escritor - Honoré de Balzac


Honoré de Balzac

Honoré de Balzac (1799-1850) foi um importante escritor francês, um dos fundadores da Escola Realista na França.

Honoré de Balzac nasceu em Tours, na França, no dia 20 de maio de 1799. Entre 1807 e 1813 estudou no colégio de Vendôme. Desde cedo sonhava em ser escritor reconhecido. Em 1844 a família muda-se para Paris. Com vinte anos completa o curso de Direito e inicia um estágio, sem nenhuma vocação.

Em 1819, com uma vida difícil, a família muda-se para Villeparisis. Sob os protestos da família, Honoré anuncia sua decisão de dedicar-se à literatura e permanece na França. Em 1820 completa sua primeira obra, a tragédia “Cromwell”, que ele mesmo classificou como deplorável. Vai para junto de sua família e inicia um grande número de obras comerciais, com os pseudônimos de Lord R’Hoone e Horace de Saint-Aubin, para não comprometer seu nome.

Em 1823 passa a colaborar com jornais e periódicos. Em 1829, publica “Os Chouans” a primeira obra escrita com seu verdadeiro nome. A publicação foi um sucesso, abriu as portas dos editores para seu verdadeiro gênero – a crônica dos costumes da sociedade que o rodeava.

Durante os vinte anos seguintes produz grande número de obras, em geral, romances psicológicos baseados na vida contemporânea francesa. Foi o primeiro a escrever novela de ficção realista. Escreveu cerca de noventa e cinco romances e novelas, dos quais a maior parte forma a “Comédia Humana”, iniciada em 1841, um verdadeiro espelho da época. Honoré de Balzac faleceu em Paris, França, no dia 18 de agosto de 1850.



maria tereza cichelli

Artista - Cantor - Compositor - Escritor - Lobão


Lobão, nome artístico de João Luiz Woerdenbag Filho (Rio de Janeiro, 11 de outubro de 1957) é um cantor, compositor, escritor, multi-instrumentista, editor de revista e apresentador de televisão.

Sua carreira musical é marcada por grandes parcerias; compôs sucessos como "Me Chama", canção muito famosa na voz de vários intérpretes, que ficou na 47ª posição das maiores músicas brasileiras, segundo a Rolling stone, e "Vida Louca Vida", conhecida na voz de Cazuza. Apesar de ter surgido e conseguido sucesso no ambiente marginal e underground do rock brasileiro nos anos 1980, Lobão vem dialogando com diversos gêneros, como o samba, ao longo de sua carreira.

Em 1988, por exemplo, o disco Cuidado! contou com a participação da percussão da Estação Primeira de Mangueira.

Biografia 

Lobão nasceu em 1957, no Rio de Janeiro, filho de uma professora de inglês e um mecânico. Pelo lado paterno Lobão é descendente de holandeses. Também tem uma irmã caçula que mora na Holanda.

Segundo o próprio cantor, o apelido "Lobão" surgiu ainda na escola, devido a ser guloso e à mania de se vestir com um macacão de jardineiro preso por um alça só. Na vida pessoal, Lobão teve problemas no relacionamento com os pais. Foi expulso de casa pelo pai, aos 19 anos. Levou um cruzado na cara e rebateu com o violão, despedaçando-o inteiro em cima do pai (“...Só sosseguei quando não havia mais violão para continuar batendo.”). Depois disso, a relação dos dois ficou suspensa, “num limbo relacional”.

Muitos anos mais tarde, eles tiveram uma bela tarde de sábado juntos. Logo depois o pai se matou, envenenado, em 2004. Lobão também carregou a culpa pela morte da mãe, em 1983. Após uma discussão, ela (bipolar) parou com os remédios que tomava três vezes por dia — “uma forma sutil e profissional de se matar”, como ele diz. A mãe deixou uma carta responsabilizando-o por sua morte.

Lobão foi casado com a compositora Daniele Daumerie, que morreu em 2014, muito tempo depois da separação. Nesse casamento ele teve uma filha.

Sua carreira começou aos dezessete anos, depois de sair de casa para se tornar músico profissional. Participou de uma peça teatral e em seguida entrou para a banda Vímana, da qual também faziam parte Lulu Santos, Ritchie, Luis Paulo e Fernando Gama.

Três anos depois, com o fim do grupo, Lobão seguiu sua carreira de baterista, tocando com Luiz Melodia, Walter Franco e Marina Lima.

Fundou a banda Blitz com Evandro Mesquita, Fernanda Abreu e outros, mas por divergências ideológicas, saiu do grupo antes mesmo do sucesso comercial.

Foi Lobão quem deu o nome à banda, às vésperas de um show, após uma indecisão do grupo.



maria tereza cichelli

Arte - Pintor - Vincent van Gogh


Biografia de Vincent van Gogh

Van Gogh (1853-1890) foi um importante pintor holandês, um dos maiores representantes da pintura pós-impressionista.

Vincent Willem van Gogh (1853-1890) nasceu em Zundert, uma pequena aldeia holandesa, no dia 30 de março de 1853. Filho de um pastor calvinista era uma criança rebelde e insociável. Em 1869 ingressou num internato provinciano. Em 1869 foi para Haia trabalhar com o tio que abriu a sucursal da Galeria Goupil, uma importante empresa que comerciava obras e livros. Depois de três anos é mandado para Bruxelas, onde passa dois anos. Depois vai para Londres, sempre a serviço da galeria.

Em 1875, van Gogh consegue sua transferência para Paris, onde julgava poder libertar-se de todas as suas frustrações. Em abril de 1876, após indispor-se com os clientes, é demitido do grupo Goupil. Vai para Inglaterra onde aceita o cargo de professor em escolas primárias de pequenas cidades. Nesse mesmo ano, em dezembro, vai para Etten, onde encontra sua família, mas suas relações familiares continuam difíceis, só sente-se compreendido por Theo, seu irmão mais novo.

Van Gogh torna-se depressivo e sofre seguidas crises nervosas, passa longos períodos de solidão. Em 1877 consegue emprego em uma livraria em Dordrecht, até que decide seguir a carreira do pai. Ingressa no Seminário Teológico da Universidade de Amsterdã. Reprovado por falta de base entra na Escola Evangélica, em Bruxelas. Consegue o lugar de pregador missionário nas minas de carvão de Borinage, na Bélgica. Em 1879 é demitido, pois prega pouco e preocupa-se demasiadamente com os doentes e as crianças.

Em 1880 vai para Bruxelas, e com o dinheiro que o irmão lhe manda, estuda anatomia e perspectiva. Passa os dias desenhando. Em 1881 muda-se para Haia, onde é acolhido pelo pintor Mauve. Pinta aquarelas, onde aparecem marinheiros, pescadores e camponeses. Escreve para o irmão “Eu não quero pintar quadros, eu quero pintar a vida”. Em julho de 1882 pinta seu primeiro quadro a óleo. No ano seguinte volta para a casa dos pais, onde passa os dias lendo e pintando.

Em 1885 seu pai morre repentinamente. Nesse mesmo ano pinta “Os Comedores de Batata”, em um ambiente sombrio e tons escuros. Em novembro viaja para Antuérpia, onde em janeiro de 1886 inicia estudos na Academia local. Em fevereiro é acolhido por Theo, em Paris, que dirige a Galeria Goupil. Nessa época pinta “Pai Tanguy” (1887). Encontra-se com Pissarro, Degas, Gauguin, Seurat. Em dois anos pinta 200 quadros, entre eles, o “Auto Retrato” (1887).

Van Gogh encontra-se com a saúde precária e segue os conselhos de Toulouse-Lautrec, vai para o campo e em fevereiro está em Arles, pintando ao ar livre. Pinta mais de 100 quadros, entre eles, “Girassóis” (1888) e “Armand” (1888). Convida Gauguin para trabalharem juntos, mas Van Gogh tem crises de humor. Há relatos que sua amante teria se envolvido com Gauguin e ao descobrir discute e agride o amigo com uma navalha. Arrependido corta um pedaço de sua orelha e manda num envelope para a mulher que motivou a briga. É recolhido para o hospital e em seguida vai para casa e pinta o “Auto Retrato com a Orelha Cortada” (1888).

Em maio de 1889 ele mesmo pede ao irmão que o interne. Vai para o Hospital de Saint-Rémy e transforma seu quarto em um ateliê. Fez mais de duzentos novos quadros, centenas de desenhos. Theo é chamado, mas não pode visitar o irmão, pois sua mulher espera o primeiro filho. Pede a Signac, um amigo pintor, que vá visitá-lo. Signac sai impressionado com a pintura de Van Gogh e leva alguns amigos à casa de Theo para ver os quadros. O jornal Mercúrio de França faz elogios ao pintor. Uma exposição na Galeria de Bruxelas é organizada, mas só vende um quadro “A Vinha Vermelha”, o único que teria sido vendido durante a vida do pintor.

Van Gogh deixa Saint-Rémy em maio de 1890. Vai para Auvers, sob os cuidados do Dr. Gachet que o examina e diz que a situação é grave. Pinta mais de 200 desenhos e mais de 40 quadros, entre eles, “Os Ciprestes”, “Trigal com Corvos” e “Retrato do Dr. Gachet”. No dia 27 de julho, Van Gogh sai para o campo de trigo com um revolver na mão, no meio do campo dá um tiro no peito sendo socorrido, mas não resiste.

Van Gogh morreu em Alvers, França, em 29 de julho de 1890. No dia de sua morte, no sótão da Galeria Goupil, em Paris, 700 quadros amontoavam-se sem comprador. A fama só veio após sua morte. Grande parte de sua história está descrita nas 750 cartas que escreveu para seu irmão Theo, e que evidenciava a forte ligação entre os dois.



maria tereza cichelli

26 de julho de 2017

Artista - Músico - Compositor - Pixinguinha


Biografia de Pixinguinha

Pixinguinha (1897-1973) foi um músico brasileiro, autor da música "Carinhoso". Arranjador, instrumentista e compositor, é um dos maiores representantes do "choro" brasileiro.

Alfredo da Rocha Viana Filho (1897-1973) nasceu no Rio de Janeiro, no dia 23 de abril de 1897. Com 13 anos compôs seu primeiro choro “Lata de Leite”, que revolucionou a música daquela época. Filho de um flautista recebeu uma flauta de presente e foi encaminhado para aulas de música. Em 1911, começou a tocar na orquestra do rancho carnavalesco Filhas da Jardineira, onde conheceu Donga e João da Baiana.

Estudou no colégio São Bento, mas seu interesse era a música. Seu primeiro emprego foi na casa de chope A Concha, na Lapa Boêmia. Com 15 anos já era músico da orquestra do Teatro Rio Branco. Em 1917 gravou o disco com o choro “Sofres” e a valsa “Rosa”. Em 1918 Pixinguinha e Donga foram convocados pelo proprietário do cinema Palais, na Av. Rio Branco, para formar uma pequena orquestra que tocaria na sala de espera.

O grupo “Oito Batutas” foi formado por Pixinguinha na flauta, Donga e Raul Palmeri no violão, Nelson Alves no cavaquinho, Jacob Palmieri e Luis de Oliveira na bandola e reco-reco, China (irmão de Pixinguinha) no canto e violão, José Alves de Lima no bandolim e ganzá.

O grupo passou a viajar pelo Brasil e, em 1921 foi convidado para uma temporada em Paris, financiada pelo milionário Arnaldo Guinle. Permaneceram em Paris entre janeiro e agosto de 1922, tocando em diversas casas. Nessa época, Pixinguinha ganhou de Arnaldo Guinle o saxofone que mais tarde iria substituir a flauta. Donga ganhou um banjo, com o qual faria diversas gravações.

Quando retornou ao Brasil, o grupo fez várias apresentações no Rio de Janeiro. Em novembro do mesmo ano, iniciou uma turnê na Argentina, onde passou cinco meses. Na década de 30, gravou vários discos como instrumentista e compôs várias músicas, entre elas “Rosa” e Carinhoso, com letra de João de Barros, que foram gravadas por Orlando Silva.

Na década de 40 passou a atuar como arranjador. Em 1942 fez sua última gravação como flautista em um disco com dois choros de sua autoria: “Chorei” e “Cinco Companheiros”. Em 1945 participou da estreia do programa “O Pessoal da Velha Guarda” dirigido e apresentado pelo radialista Almirante.

Em 1951 foi nomeado, pelo prefeito do Rio de Janeiro, João Carlos Vital, para lecionar música nas escolas cariocas. A parir de 1953 passou a frequentar o Bar Gouveia com tanta assiduidade que acabou tendo uma cadeira permanente com seu nome gravado, onde só ele poderia sentar.

Em 1955 gravou seu primeiro LP, “Velha Guarda”, que teve a participação de seus músicos e de Almirante. Nesse mesmo ano, se apresentou na casa noturna Casablanca. Em 1962 escreveu uma música para o filme “Sol Sobre a Lama”, com letra de Vinícius de Moraes.

Pixinguinha faleceu no Rio de Janeiro, no dia 17 de fevereiro de 1973.



maria tereza cichelli

Literatura - Escritor - Jornalista - Lima Barreto


Afonso Henriques Lima Barreto (1881-1922) nasceu no Rio de Janeiro e ocupa hoje um lugar de destaque em nossa literatura por criticar a sociedade carioca (e brasileira) no início do século XX.

De família humilde e mulata, consegue, sob ajuda do Visconde de Ouro Preto, concluir e curso secundário e ingressar no Curso de Engenharia, mas abandona para cuidar do pai doente e sustentar a família.

A dura vida que levava como funcionário público, o preconceito racial de que era vítima, o desgosto familiar e a depressão de que sofria fizeram de Lima Barreto um grande crítico social em suas obras. Denunciou a corrupção da nossa elite, o preconceito racial e social. Por outro lado, valoriza apaixonadamente o povo sofrido dos subúrbios que não possuem perspectiva de uma vida melhor.

Lima Barreto fez inúmeros registros críticos de acontecimentos históricos brasileiros, como a campanha contra a febre amarela, a política de valorização do café, a participação do Exército brasileiro na Primeira Guerra Mundial, o advento feminista, dentre tantos outros. Inclui-se a crítica aos políticos da época, retratados com desprezo por serem gananciosos, sem conhecimento intelectual e pela mania de grandeza. Tudo isso envolto pelo seu carinho à cidade do Rio de janeiro, à sua gente sofrida e seus dramas.

Sua obra mais representativa foi O Triste Fim de Policarpo Quaresma (1915), que conta a trajetória de Policarpo Quaresma, um major reformado e nacionalista e fanático que, ao conhecer, através dos livros, às grandezas de nossa terra, insiste em transformar o Brasil numa grande potência mundial.

Publicou outros romances, como Recordações do Escrivão Isaías Caminha (1909), Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá (1919), Clara dos Anjos (1922), e os contos Histórias e Sonhos (1920).

Lima Barreto assume uma postura inovadora em relação a outros escritores de sua época. Rebelou-se com o formalismo e não seguiu o modelo de outros literatos. Enquanto isso, seus contemporâneos tratavam de “Olimpo e plagas gregas” que não conheciam; já o escritor inaugurava, em sua prosa, o subúrbio carioca.



maria tereza cichelli

Artista - Pintor - Escultor - Hélio Oiticica


Biografia 

Hélio Oiticica (Rio de Janeiro RJ 1937 -  Rio de Janeiro RJ 1980).

Artista performático, pintor e escultor. Inicia, com o irmão César Oiticica, estudos de pintura e desenho com Ivan Serpa no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), em 1954.

Nesse ano, escreve seu primeiro texto sobre artes plásticas; a partir daí o registro escrito de reflexões sobre arte e sua produção torna-se um hábito.

Participa do Grupo Frente em 1955 e 1956 e, em 1959, passa a integrar o Grupo Neoconcreto.

Abandona os trabalhos bidimensionais e cria relevos espaciais, bólides, capas, estandartes, tendas e penetráveis.

Em 1964, começa a fazer as chamadas Manifestações Ambientais.

Na abertura da mostra Opinião 65, no MAM/RJ, protesta quando seus amigos integrantes da escola de samba Mangueira são impedidos de entrar, e é expulso do museu.

Realiza, então, uma manifestação coletiva em frente ao museu, na qual os Parangolés são vestidos pelos amigos sambistas.

Participa das mostras Opinião 66 e Nova Objetividade Brasileira, apresentando, nesta última, a manifestação ambiental Tropicália.

Em 1968, realiza no Aterro do Flamengo a manifestação coletiva Apocalipopótese, da qual fazem parte seus Parangolés e os Ovos, de Lygia Pape.

Em 1969, realiza na Whitechapel Gallery, em Londres, o que chama de Whitechapel Experience, apresentando o projeto Éden.

Vive em Nova York na maior parte da década de 1970, período no qual é bolsista da Fundação Guggenheim e participa da mostra Information, no Museum of Modern Art - MoMA.

Retorna ao Brasil em 1978.

Após seu falecimento, é criado, em 1981, no Rio de Janeiro o Projeto Hélio Oiticica, destinado a preservar, analisar e divulgar sua obra, dirigido por Lygia Pape, Luciano Figueiredo e Waly Salomão. Entre 1992 e 1997, o Projeto HO realiza grande mostra retrospectiva, que é apresentada nas cidades de Roterdã, Paris, Barcelona, Lisboa, Mineápolis e Rio de Janeiro.

Em 1996, a Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro funda o Centro de Artes Hélio Oiticica, para abrigar todo o acervo do artista e colocá-lo à disposição do público.

Em 2009 um incêndio na residência de César Oiticica, destrói parte do acervo de Hélio Oiticica.



maria tereza cichelli

25 de julho de 2017

Literatura - Escritora - Zíbia Gasparetto


Biografia de Zíbia Gasparetto

Zíbia Gasparetto (1926) é uma escritora espírita que ficou conhecida por escrever seus livros através da mediunidade. É mãe do apresentador de televisão, escritor e psicólogo Luiz Antonio Gasparetto.

Zíbia Alencastro Gasparetto (1926) nasceu em Campinas, São Paulo, no dia 29 de julho de 1926. Descendente de italianos despertou vocação para a escrita desde a infância, quando já escrevia contos policiais. Com 20 anos casou-se com Aldo Luiz Gasparetto, com quem teve quatro filhos.

Zíbia Gasparetto começou seu interesse pela doutrina espírita em 1950, quando de repente no meio da noite, passou a andar pela casa falando alemão, idioma que não dominava, surpreendendo e assustando seu marido. No dia seguinte procurou ajuda em um centro espírita sendo aconselhada a ler o “Livro dos Espíritos”, obra de Allan Kardec e essencial para o entendimento da doutrina espírita.

Certo dia, ao estudar a doutrina, junto com seu marido, começou a sentir fortes dores no braço direito e sua mão começou a se movimentar sem parar. Nesse momento, seu marido colocou um lápis em sua mão e um papel em sua frente. Dessa forma, uma vez por semana, Zíbia começou a psicografar seu primeiro romance, intitulado “O Amor Venceu”, assinado pela entidade identificada com o nome de Lucius.

O romance “O Amor Venceu” foi publicado em 1958. “A obra conta uma história que se passa em Tebas, cidade do Egito Antigo, e narra a dor do amor impossível entre dois casais que buscam resgatar a sua verdadeira existência”. “Baseado nas leis da reencarnação procura explicar os mistérios em que a humanidade parece se debater, buscando elucidar os fatos da época, com base no estudo de diferentes povos e civilizações”.

Zíbia Gasparetto não parou mais de escrever. É uma escritora espiritualista e uma das poucas com vários livros no ranking de vendas. Entre suas obras destacam-se: "Laços Eternos" (1976), “Quando Chega a Hora” (1999), “Ninguém é de Ninguém” (2000), “A Verdade de Cada Um” (2002), “Tudo Vale a Pena” (2003), “O Amanhã a Deus Pertence” (2003), “Nada é Por Acaso” (2006), “Vencendo o Passado” (2008), “Laços Eternos” (2009), “Pensamentos” (2010), “A Vida Sabe o Que Faz” (2011) e “Só o Amor Consegue” (2013).



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