22 de agosto de 2017

Literatura - Poeta - Octavio Paz


Octavio Paz foi um intelectual mexicano ganhador de um prêmio Nobel de literatura.

Nascido no dia 31 de março de 1914, Octavio Paz Lozano era natural da Cidade do México, capital do México. Viveu boa parte de sua infância, contudo, nos Estados Unidos com sua família. Lá completou seus estudos básicos e só regressou ao México anos mais tarde, quando ingressou na Universidade Nacional Autônoma do México, para cursar Direito. Seu interesse por Literatura sempre foi latente e, após se graduar na faculdade, decidiu investir em um curso de especialização em Literatura. Já com uma grande bagagem de erudição em sua vida causada pelo ambiente familiar, as leituras e os cursos feitos, Octavio Paz viajou pelo mundo depois de concluir seus estudos. Viveu na Espanha em companhia de diversos intelectuais de sua época, mudou-se para Paris e, mais tarde, vive no Japão e na Índia.

Octavio Paz era um homem culto, conhecedor do mundo e dotado de uma formação pessoal e profissional muito erudita. Aos 31 anos de idade, ingressa no serviço diplomático do México, o que o faz viver fora do país e ter contato com mais expressões intelectuais. Sua carreira recebe grande influência dos movimentos que testemunha pelo mundo. Na França, por exemplo, Octavio Paz viveu e acompanhou o surrealismo, tornando-se amigo e seguidor de André Breton.

Octavio Paz expressou em sua obra as marcas de sua formação como intelectual e a influência recebida pelos movimentos que testemunhou em diferentes lugares. Como escritor, aventurou-se no campo da escrita automática, estilo que procura evitar a escrita consciente do autor, permitindo um fluxo livre do texto e completamente dado ao acaso. Liberdade essa que foi criada pelos dadaístas e muito bem absorvida pelos surrealistas. Também foi autor de poesias de vanguarda, só que mais concisas e objetivas, respeitando o uso preciso da função poética da linguagem.

Além de diplomata mexicano e poeta, Octavio Paz foi ensaísta e tradutor. Publicou vários livros de poesia e de ensaios em literatura, arte, cultura e política. Sua primeira obra foi publicada em 1933, quando tinha apenas 19 anos. Entre todos os trabalhos, ganhou notoriedade por sua produção na área da poesia moderna ou de vanguarda. Tornou-se um dos maiores escritores do século XX e foi agraciado com o Prêmio Nobel de Literatura em 1990. Faleceu oito anos mais tarde, no dia 19 de abril de 1998 em sua cidade natal. Entre suas obras mais expressivas estão: O Labirinto da Solidão, Aparência Desnuda, Os Filhos do Limo, O Ogro Filantrópico e Pequenas Crônicas de Grandes Dias.


Teus Olhos 

Teus olhos são a pátria do relâmpago e da lágrima,
silêncio que fala,
tempestades sem vento, mar sem ondas,
pássaros presos, douradas feras adormecidas,
topázios ímpios como a verdade,
outono numa clareira de bosque onde a luz canta no ombro
duma árvore e são pássaros todas as folhas,
praia que a manhã encontra constelada de olhos,
cesta de frutos de fogo,
mentira que alimenta,
espelhos deste mundo, portas do além,
pulsação tranquila do mar ao meio-dia,
universo que estremece,
paisagem solitária.

Octavio Paz

Literatura - Escritor - André Gide


André Gide

André Gide nasceu em Paris, em 1869. Cursou a faculdade de Letras e de Filosofia, em Paris, e formou-se em 1889.

Seu primeiro livro “Os cadernos de André Walter”, foi lançado quando tinha apenas 22 anos. Aos 28, lançou “Os alimentos terrestres”, que vendeu pouco na época, mas hoje em dia é muito reconhecido.
Em sua obra são encontrados muitos aspectos autobiográficos, como conflitos morais e religiosos, questões ligadas ao homossexualismo e protestantismo.

Após casar-se com sua prima Madeleine, em 1895, Gide fez uma longa viagem pela Suíça, Itália e Tunísia. No seu retorno, após dois anos, começou a ser colaborador do periódico “L’Ermitage”, escrevendo vários artigos. Em seus artigos, Gide defendia o rigor formal e o classicismo.

Em 1908, juntamente com outros intelectuais da época, Gide fundou a "Nouvelle Revue Française", uma das revistas mais conhecidas e renomadas da Europa. Em 1911, fundou a famosa editora Gallimard e publicou o romance “Isabel”.

Foi durante a Primeira Guerra Mundial que Gide teve uma profunda crise religiosa, que resultou na publicação de “Os Subterrâneos do Vaticano", um romance extremamente irônico.

Com o fim da guerra, o autor obteve muito reconhecimento do meio intelectual. Em 1919 publicou “A sinfonia pastoral”, considerado por muitos como sua obra-prima. Sempre muito ligado aos acontecimentos políticos, engajado, Gide manifestou-se contra o colonialismo e se lançou em defesa do comunismo. Após uma viagem à URSS, denunciou os crimes de Stalin, no livro "Retour de l'URSS".

Em 1947, Gide recebeu o Prêmio Nobel de Literatura, além de ter se tornado doutor honoris causa pela Universidade de Oxford.

Escreveu outras obras, como "Os Moedeiros Falsos", “Os Frutos da Terra", "Saul" e "A Volta do Filho Pródigo”. Traduziu a obra de Shakespeare “Hamlet” e fez uma adaptação de “O processo”, de Kafka, para o teatro.

Gide faleceu em 1951, de problemas cardíacos.


Arte - Foto - Ator - Paul Newman


Paul Newman passeios de barco em Veneza durante um festival de cinema de 1963

History in Moments‏

Arte - Cinema - Poeta - Teatro - Ruy Guerra


Ruy Alexandre Guerra Coelho Pereira (Lourenço Marques, atual Maputo, 22 de Agosto de 1931) é um realizador de cinema, poeta, dramaturgo e professor nascido em Moçambique, então território português. Vive no Brasil desde 1958.

Biografia

Estudou no Institut des hautes études cinématographiques (IDHEC) de Paris a partir de 1952. Até 1958, atuou como assistente de direção, antes de se instalar no Brasil, onde dirigiu seu primeiro filme, Os Cafajestes (1962).

Ingressando nas fileiras do Cinema Novo, em 1964 realizou seu melhor filme, Os Fuzis, ao qual se seguiram obras notáveis como Tendres chasseurs (1969) e Os Deuses e os Mortos (1970).

A situação política brasileira durante a ditadura militar impôs-lhe uma pausa que terminaria em 1976 com A Queda. Em 1980 regressou a Moçambique, então já independente, onde rodou Mueda, Memória e Massacre, o primeiro longa-metragem desse país. Ainda em Moçambique, realizou diversos curtas e contribuiu para a criação do Instituto Nacional do Cinema. Viveu e trabalhou também em Cuba por alguns períodos.

Em 1982, rodou no México, Erêndira, baseado em A Incrível e Triste História da Cândida Erêndira e Sua Avó Desalmada, de Gabriel García Márquez. Posteriormente dirigiu: o musical Ópera do Malandro (1985), baseado em peça de Chico Buarque; Kuarup (1989), baseado no livro Quarup, de Antônio Callado; e o telefilme Fábula de la bella palomera, também baseado em Gabriel García Márquez.

Seu primeiro casamento foi com a cantora Nara Leão, nos anos 60, com quem não teve filhos; o casal rapidamente separou-se. Mais tarde, viveu com a atriz Leila Diniz, com quem teve uma filha, Janaína Diniz Guerra, nascida em 1971. Alguns anos após a morte de Leila, casou-se com a atriz Cláudia Ohana, com quem teve uma filha, Dandara Guerra, em 1983, e de quem se divorciou.

Ruy Guerra tem também um importante trabalho como letrista de canções compostas em parceria com Chico Buarque, Milton Nascimento,Carlos Lyra, Edu Lobo, Francis Hime e Sergio Ricardo.

Minha (Francis Hime/Ruy Guerra)


Arte - Cinema - Ator - Diretor - Escritor - Glauber Rocha


Biografia

Filho de Adamastor Bráulio Silva Rocha e de Lúcia Mendes de Andrade Rocha, Glauber Rocha nasceu na cidade de Vitória da Conquista, sudoeste da Bahia e era o mais velho dos 4 irmãos e único menino da família.

Foi criado na religião da mãe, protestante, membro da Igreja Presbiteriana, por ação de missionários norte-americanos da Missão Brasil Central.

Alfabetizado pela mãe, estudou no Colégio do Padre Palmeira - instituição transplantada pelo padre José Luiz Soares Palmeira de Caetité (então o principal núcleo cultural do interior do Estado).

Em 1947 mudou-se com a família para Salvador, onde seguiu os estudos no Colégio 2 de Julho, dirigido pela Missão Presbiteriana, ainda hoje uma das principais escolas da cidade. Em 1952, perdeu uma irmã, Ana Marcelina, morta com apenas 11 anos em decorrência de uma leucemia, o que causa grande impacto em toda a família. Mas logo ganhou uma outra irmã, Ana Lúcia Mendes Rocha, a irmã mais nova de Glauber, que viria a ser sua confidente pelo resto de sua vida. Ana Lúcia era filha de seu pai com uma cigana, que morreu durante o parto.

Ali, escrevendo e atuando numa peça, seu talento e vocação foram revelados para as artes performativas. Participou em programas de rádio, grupos de teatro e cinema amadores, e até do movimento estudantil.

Começou a realizar filmagens (seu filme Pátio, de 1959, ao mesmo tempo em que ingressou na Faculdade de Direito da Bahia, hoje da Universidade Federal da Bahia, entre 1959 a 1961), que logo abandonou para iniciar uma breve carreira jornalística, em que o foco era sempre sua paixão pelo cinema. Da faculdade foi o seu namoro e casamento com uma colega, Helena Ignez.

Sempre controvertido, escreveu e pensou cinema. Queria uma arte engajada ao pensamento e pregava uma nova estética, uma revisão crítica da realidade. Era visto pela ditadura militar que se instalou no país, em 1964, como um elemento subversivo.

No livro 1968 - O ano que não terminou, Zuenir Ventura registra como foi a primeira vez que Glauber fez uso da maconha, bem como o fato de, segundo Glauber, esta droga ter seu consumo introduzido na juventude como parte dos trabalhos da CIA no Brasil.

Em 1971, com a radicalização do regime, Glauber partiu para o exílio, de onde nunca retornou totalmente. Em 1977, viveu seu maior trauma: a morte da irmã, a atriz Anecy Rocha, que, aos 34 anos, caiu em um fosso de elevador.

Amazonas, Amazonas (Glauber Rocha)


Artista - Compositor - Músico - Claude Debussy


Compositor e músico francês nascido em Saint-Germain-en-Laye, cuja obra desempenhou o papel de catalisador de movimentos musicais renovadores e é considerado o grande Impressionista da música. Admitido no Conservatório de Paris (1873), estudou com professores como Antoine Marmontel, Albert Lavignac, Emile Durand e Ernest Guiraud. Neste período acompanhou por diversas vezes von Meck, chegando a visitar Moscou.

No Conservatório foi segundo lugar com a cantata Le gladiateur (1883) e recebeu o grande prêmio de composição de Roma com a cantata L'Enfant prodigue (1884), obtendo uma bolsa, o Prix de Rome, que dava direito a um período de aperfeiçoamento em Roma, na Villa Médicis. Passou dois anos em Roma e voltou à Paris, onde passou a freqüentar a vanguarda literária (1887), inclusive a casa de Mallarmé, foi a Viena e conheceu Brahms. No ano seguinte ouviu Tristão e Isolda, de Wagner, em Bayreuth, o que lhe causou forte impressão. Também ouviu música do Oriente, atração que mais apreciou numa exposição em Paris (1889).

Em Paris casou-se (1899) com Rosalie Lily Texier, de quem depois se separou, para se amasiar (1903) com Emma Bardac, com quem teve uma filha (1905). Foi crítico musical (1901-1903) de duas revistas parisienses: La Revue Blanche e Gil Blas e morreu em Paris. Deixando uma produção musical inovadora e pouco acessível para o grande público, com composições para orquestra, para câmara e para instrumentos solo, música para piano, canções e música coral e obras cênicas. Entre as composições mais popularizadas se encontram La Mer (1905) e o terceiro movimento da Suite bergamasque (1890-1905), noturnos para orquestra e prelúdios para piano.

Clair de lune Debussy


Arte - Pintor - Jean Honoré Fragonard

(auto retrato)

Jean Honoré Fragonard (Grasse, 5 de abril de 1732 - Paris, 22 de agosto de 1806) foi um pintor francês, cujo estilo Rococó foi distinguido por sua notável facilidade, exuberância e hedonismo. Um dos mais prolíficos artistas ativos nas últimas décadas do Antigo Regime, Fragonard produziu mais de 550 pinturas (sem contar desenhos e águas-fortes), das quais apenas cinco são datadas. Entre suas obras mais populares estão as pinturas de gênero, que transmitem uma atmosfera de intimidade e erotismo.

Biografia

Nasceu em Grasse, Alpes-Maritimesna frança, filho de um luveiro. Quando enviado à Paris por seu pai, demonstrou ali talento e interesse pela arte, conhecendo François Boucher. Boucher reconheceu os dotes do jovem, mas decidiu não gastar seu tempo no desenvolvimento da formação dele, enviando-o à ateliê de Jean-Baptiste-Siméon Chardin. Fragonard estudou durante seis meses sob a tutela do grande iluminista e, em seguida, retornou mais preparado para Boucher, cujo estilo ele logo adquiriu tão completo que o comandante confiou-lhe a execução de réplicas de suas pinturas.

Depois, transferiu-se para Roma (1756), onde se empolgou com a obra de Giovanni Battista Tiepolo. Protegido do abade e amante das artes Richard de Saint-Non, viajaram pela Itália pesquisando as obras dos grandes mestres até que ambos fixaram residência em Paris (1761). Sua consagração veio com a apresentação no Salão de Paris (1765) com o enorme quadro de tema trágico, O sumo sacerdote Coreso sacrificando-se para salvar Calirroé, que foi adquirido pelo rei Luís XV.

Entrou para a a Academia Real (1765) e casou-se (1769) com Marie-Anne Gérard, e novamente viajou para a Itália, onde pintou uma série de desenhos de vistas e paisagens. Retornando a Paris (1773), reduziu sua pintura de paisagens com pequenas figuras, passando a se dedicar a reprodução de cenas domésticas e sentimentais.


21 de agosto de 2017

Arte - Foto - Atriz


Brigitte Bardot visita Pablo Picasso em Cannes 1956.

History in Moments‏

Literatura - Escritor - Adolfo Caminha


Nascido no dia 29 de maio de 1867 em Aracati (RJ), ele é considerado um dos principais autores do Naturalismo no Brasil.

Sua obra, por ser densa e trágica, foi pouco apreciada na época.

Seu primeiro livro publicado foi “Voos Incertos” (1886), com poesias.

Em 1893, publicou “A Normalista”, romance em que mostra o lado negativo da vida urbana.

Um ano depois, lança “No país dos Ianques” com base em suas experiências e observações após uma viagem aos EUA, em 1886.

Em 1895, cria polêmica ao escrever o livro “Bom Crioulo”, onde abordou a questão da homossexualidade. 

Doente por conta da tuberculose, lançou seu último romance, “Tentação”, em 1896.

Lutando conta a tuberculose, Adolfo Caminha não resistiu à doença e morreu aos 29 anos, no Rio de Janeiro.


Artista - Compositor - Lamartine Babo


Lamartine de Azeredo Babo, um dos mais importantes compositores populares do Brasil.

Ele ficou conhecido por suas marchinhas carnavalescas, cantadas até hoje, como “O Teu Cabelo Não Nega”, “Linda Morena”, e “A Marchinha do Grande Galo”.

Suas letras são caracterizadas pelo humor refinado e a irreverência.

Torcedor fanático do América, do Rio de Janeiro, ele desfilou em carro aberto pelas ruas do centro da cidade, fantasiado de diabo, em comemoração ao campeonato do clube em 1960.

Em 1949 compôs os hinos alternativos (não oficiais) dos 11 participantes do Campeonato Carioca daquele ano.

Em um só dia, escreveu os hinos do América FC, além de Vasco da Gama, Fluminense, Flamengo, Botafogo e Bangu.

Depois, vieram os hinos do São Cristóvão, Madureira, Olaria, Bonsucesso e Canto do Rio.

Aos 61 anos, Lamartine Babo morreu vítima de um infarto, no dia 16 de junho de 1963, deixando seu nome entre os grandes compositores do Brasil.

Em 1981, a escola de samba Imperatriz Leopoldinense conquistou o primeiro bicampeonato com o enredo "O teu cabelo não nega", de Arlindo Rodrigues, em uma homenagem aos compositor.

Lamartine Babo - Carnaval de Lamartine


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