15 de julho de 2017

Arte - Fotografia - Fotos - Biografia - Sebastião Salgado


O fotógrafo brasileiro Sebastião Ribeiro Salgado nasceu na cidade de Aimorés, em Minas Gerais, no dia 8 de fevereiro de 1944. Ele é o único filho do sexo masculino, entre nove irmãs. Graduado em Economia na capital do Espírito Santo, Vitória, pós-graduou-se na Universidade de São Paulo, na USP. Como economista, ele trabalhou no Ministério da Economia, em 1968.

Devido às perseguições políticas empreendidas pela Ditadura Militar, ele foi obrigado a buscar asilo político em Paris, em 1969. Aí ele completou o doutorado em Economia, em 1971. Voltando para o Brasil, ele atuou na Organização Internacional do Café, em 1973, como especialista na fiscalização de plantações africanas. Assim, ao completar 29 anos, em uma viagem à África, levando consigo uma máquina fotográfica de sua esposa, Lélia Wanick Salgado, ele teve seu encontro definitivo com a fotografia.

Sebastião descobre no trabalho fotográfico a melhor forma de enfrentar os acontecimentos planetários, principalmente em seus aspectos econômicos. É seguindo por este caminho que ele se transforma em um dos principais e mais venerados fotógrafos da atualidade, no campo do fotojornalismo. Desde os primeiros momentos ele se dedicou a retratar os excluídos, os que se encontram à margem da sociedade.

Adepto das fotos em branco-e-preto, voltou para Paris, em 1973, aí dando início à sua trajetória nesta nova profissão. Seus primeiros trabalhos foram realizados como ‘free lance’, abordando desde o clima seco no perímetro africano de Sahel de Níger, a imigrantes assalariados europeus. Sebastião passou pelas principais agências fotográficas da Europa – a Gamma, em 1974, registrando imagens sobre a Revolução dos Cravos, em Portugal; a Sygma, de 1975 a 1979, através da qual ele transitou por mais de vinte países, fazendo a cobertura dos mais variados acontecimentos; a Magnum Photos, em 1979, cooperativa instituída por Robert Capa e Henri Cartier-Bresson, entre outros fotógrafos, na qual realizou a fantástica sequência de fotos documentais sobre camponeses latino-americanos, durante sete anos. Este registro deu origem ao seu primeiro livro, Outras Américas, lançado em 1986.

Logo depois ele lançou Sahel: O Homem em Pânico, publicado no mesmo ano, produzido em parceria com a ONG Médicos sem Fronteiras, uma aliança que durou quinze meses. Esta obra revela o longo processo de seca no norte africano. De 1986 a 1992 ele devotou seu tempo a reproduzir fotograficamente a realidade dos funcionários manuais em todo o Planeta, resultando no livro Trabalhadores, de 1996.

O próximo tema a que ele se dedicou, de 1993 a 1999, foi o da emigração massiva de pessoas no mundo todo, dando origem à obra Êxodos e Retratos de Crianças do Êxodo, de 2000, ambos alcançando grande sucesso mundial. Um ano depois, no dia 3 de abril, o fotógrafo foi indicado para ser representante especial do UNICEF. Ele já publicou pelo menos dez livros e realizou inúmeras exposições, conquistando os prêmios mais importantes neste campo e honrarias recebidas na Europa e na América.



maria tereza cichelli
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