20 de julho de 2017

Literatura - Biografia - Escritor - Poeta - Literatura Infantil - José Saramago


Biografia de José Saramago

José Saramago (1922-2010) foi um importante escritor português. Destacou-se como romancista, teatrólogo, poeta e contista. Recebeu o Prêmio Nobel de Literatura e o Prêmio Camões, entre outros.

José Saramago (1922-1910) nasceu em Azinhaga de Ribatejo, no Concelho de Golegã, Portugal, no dia 16 de novembro de 1922. Filho de camponeses com dois anos de idade mudou-se com a família para Lisboa. Estudou em escola técnica onde concluiu o curso de serralheiro mecânico. Trabalhou como serralheiro, foi funcionário público na área da saúde e da Previdência Social. Autodidata, adquiriu grande cultura na literatura, filosofia e história.

Estreou na literatura com o romance “Terra do Pecado” (1947). Foi diretor literário de uma editora, jornalista e tradutor. Colaborou com vários jornais e revistas, entre eles, o Diário de Lisboa, A Capital e a Seara Nova, onde exerceu a função de cronista.

Sua trajetória literária passou por várias fases, a primeira, foi marcada pela poesia, com "Os Poemas Possíveis" (1966) e “Provavelmente Alegria” (1970), e pela crônica “Deste Mundo e do Outro” (1971). A partir do final dos anos 70 dedicou-se ao teatro, entre elas, “A Noite” (1979), peça que tem como cenário uma redação de um jornal na noite de 24 para 25 de abril de 1974, que recebeu o Prêmio da Associação de Críticos Portugueses. Saramago publicou dois volumes de contos “Objeto Quase” (1978) e “Poética dos Cinco Sentidos” (1979).

Como romancista o autor se consagrou ao receber o Prêmio Cidade de Lisboa com “Levantando do Chão” (1980), que se tornou best-seller internacional. Com a obra “O Ano da Morte de Ricardo Reis” (1984), recebeu o Prêmio do Pen Clube Português, o Prêmio da Crítica, o Prêmio Dom Diniz e o Prêmio do Jornal The Independent.

José Saramago pertenceu à primeira Direção da Associação Portuguesa de Escritores. Foi presidente da Assembleia Geral da Sociedade Portuguesa de Autores, entre 1985 e 1994. O escritor publicou um título no campo da literatura infanto-juvenil, “A Maior Flor do Mundo” (2001), livro escrito em parceria com o ilustrador João Caetano, que recebeu o Prêmio Nacional de Ilustração.

José Saramago recebeu outros prêmios e condecorações, entre eles, “Comendador da Ordem Militar de Santiago de Espada” (1985), “Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras Francesas” (1991), “Prêmio Camões” (1995), “Prêmio Nobel de Literatura” (1998), “Doutor Honoris Causa” (1999), pela Universidade de Nottinghan, na Inglaterra, “Doutor Honoris Causa” (2004), pela Universidade de Coimbra, entre outros.

José Saramago faleceu em Tias, Espanha, no dia 18 de junho de 2010.

A Maior Flor do Mundo - José Saramago - Literatura Infantil


A maior flor do mundo é uma magnífica história para crianças, mas, antes de tudo, é um legítimo Saramago.

Transformando-se em personagem, o autor nos conta que uma vez teve uma ideia para um livro infantil, inventou uma história sobre um menino que faz nascer a maior flor do mundo.

Não se julgava capaz de escrever para crianças, mas chegou a imaginar que, se tivesse as qualidades necessárias para colocar a ideia no papel, ela resultaria verdadeiramente extraordinária:

"seria a mais linda de todas as que se escreveram desde o tempo dos contos de fadas e princesas encantadas...".

É dessa fantasia de grandiosidade que nasce o livro. Os leitores são chamados para uma divertida brincadeira, pois Saramago narra-lhes a história do menino e da flor não como se ela fosse a história de verdade, mas como se fosse apenas o esboço do que ele teria contado se tivesse o poder de fazer o impossível: escrever a melhor história de todos os tempos. Entrando no jogo com o autor, os pequenos leitores vão saber que ninguém nunca teve nem terá esse poder. Vão saber também que a literatura é o lugar do impossível: o menino desta história faz uma simples flor dar sombra como se fosse um carvalho. Depois, quando ele "passava pelas ruas, as pessoas diziam que ele saíra da aldeia para ir fazer uma coisa que era muito maior do que o seu tamanho e do que todos os tamanhos".

Como nos velhos livros de literatura infantil, Saramago conclui: "E é essa a moral da história".

 "E se as histórias para crianças passassem a ser de leitura obrigatória para os adultos? Seriam eles capazes de aprender realmente o que há tanto tempo têm andado a ensinar?" 

[José Saramago]

maria tereza cichelli

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