7 de setembro de 2017

Guimarães Rosa - Literatura - Escritor - Poeta


Guimarães Rosa

João Guimarães Rosa (1908-1967) foi um escritor brasileiro. Foi também médico e diplomata. Sua principal obra, Grandes Sertões Veredas, é considerada uma obra prima da literatura brasileira.

Guimarães Rosa nasceu na cidade de Cordisburgo, Minas Gerais, no dia 27 de junho de 1908. Desde cedo mostrou interesse por literatura e pela natureza. Em 1918, foi para Belo Horizonte. Formou-se médico em 1930, exerceu a medicina no 9.º Batalhão de Infantaria em Barbacena e pelo interior de seu Estado, onde recolheu importante material para suas obras. Foi diplomata entre os anos de 1938 e 1944. Poliglota, falava mais de nove idiomas.

Seus primeiros trabalhos como escritor foram contos, publicados na revista O Cruzeiro, em 1929. A partir de então, vieram livros de coletânea de contos e seu único romance, Grande Sertão: Veredas.

Em 1934, Guimarães Rosa foi para o Rio de Janeiro onde prestou concurso para o Itamarati. Entre 1938, foi nomeado cônsul-adjunto na cidade de Hamburgo, na Alemanha. Em 1945 voltou para seu Estado para rever os lugares onde passou a infância, em busca de material literário. Em 1946, estreou com o livro de contos “Sagarana”, de cunho regionalista, a obra levou o escritor ao renome, pela originalidade de sua linguagem.

De 1946 a 1951, residiu em Paris. Em 1956, publicou duas obras-primas “Corpo de Baile” (novelas) e “Grandes Sertões: Veredas” (romance). Em 1958, é promovido a embaixador, mas prefere permanecer no Rio de Janeiro.

O autor publicou ainda “Primeiras Estórias” (1962) e “Tutaméia – Terceiras Estórias” (1963). Nesse mesmo ano foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, mas a sua cerimônia de posse foi adiada por 4 anos. Finalmente, em 1967, Guimarães Rosa tomou posse. Três dias depois de tomar posse, tem um ataque cardíaco, falecendo no Rio de Janeiro, no dia 19 de novembro de 1967.

Foi em "Grande Sertão: Veredas" que Guimarães aplicou todo o seu extenso conhecimento linguístico, pois o livro é conhecido por sua linguagem inovadora, trazendo vocábulos antigos, misturados com expressões regionais e com a criação de neologismos.


Soneto da saudade

Quando sentires a saudade retroar
Fecha os teus olhos e verás o meu sorriso.
E ternamente te direi a sussurrar:
O nosso amor a cada instante está mais vivo!
Quem sabe ainda vibrará em teus ouvidos
Uma voz macia a recitar muitos poemas...
E a te expressar que este amor em nós ungindo
Suportará toda distância sem problemas...
Quiçá, teus lábios sentirão um beijo leve
Como uma pluma a flutuar por sobre a neve,
Como uma gota de orvalho indo ao chão.
Lembrar-te-ás toda ternura que expressamos,
Sempre que juntos, a emoção que partilhamos...
Nem a distância apaga a chama da paixão

Guimarães Rosa
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